
:: HOME :: Beaches
:: How to Arrive :: Recreation
:: Dendê Coast :: Tinharé
Archipelago ::
::History of the Island :: Feeding
:: Tips :: Utilities
:: Investments :: Depositions
of who visited ::
::
HOME
::
POUSADAS
escolha a sua...
:: Beaches
description
of . ..
:: Arriving
at
Morro
:: Recreation
points,
parties, rides
:: Dendê
Coast
localization,
maps
::
Archipelago
Tinharé,
Cairú, Boipeba
History
::
the
island, fortress,
lighthouse
::
Feeding
all
the options...
::
Tips
cuidados,
clima
:: Utilities
health
points,
banks
::
Investments
tips,
realty, properties,
rent and sold...
::
Comments
of Visitors...
HISTÓRIA
DO BRASIL::: Comming Soon in English..
Em 1453 os turcos bloquearam a rota de comércio europeia que levava
as Indias, tanto que obrigou as potências navais da época a buscar
rotas alternativas. Nesta disputa as 2 potências que iniciaram o caminho
são : Espanha e Portugal, seguidas por Inglaterra, França e
Holanda.
Os primeiros passos tiveram a ver com a circunavegação do continente
africano, tarefa na qual Portugal levou a indiscutível vantagem.
Dênde e quase com absoluta certeza se pode afirmar que ancorou sua frota
no porto natural na contra costa de Morro de São Paulo. Esta colina
rochosa era conhecida pelos indios tupiniquins pelo nome de Tinhãréa,
que quer dizer " O que adianta a água".
O Povoamento da região deve ser marcado dentro do que foi a divisão
da região das Capitanias Hereditárias, doações
de terra efetuadas pelo Rei a pessoas de sua inteira confiança, dispostas
a investir na região.
O atual território do estado da Bahia, foi então dividido em
3 capitanias: Capitania da Bahia entregue a Francisco Pereira Coutinho, com
uma extensão de 50 léguas de costa, desde a desembocadura do
Rio São Francisco até a ponta da Bahia de Todos os Santos, incluíndo
as terras afastadas, a capitania de Ilhéus, doada a Jorge Figueiredo
Corrêa, que se extendia desde o estuário do Rio Jaguaripe, até
a Baia de Todos os Santos, ao sul da Ilha de Itaparica e se extendia ao sul
por umas 50 léguas, até a ribeirinha norte do Rio Jequitinhonha;
e a Capitania de Porto de Seguro, que limitava com a Capitania de Ilhéus
até o rio Mucuri, cujo a frente foi designada a Pero de Campo Tourinho.
A cada uma das capitanias lhes foi outorgada 10 léguas sobre o mar,
o qual assegurava o controle das ilhas a descobrir e 10 léguas até
o interior do continente, chegando assim ao limite estabelecido pelo Tratado
de Tordesilhas.
Dessas 3 capitanias, era a de Ilhéus a qual correspondia o controle
sobre a Costa do Dênde. Figueredo Corrêa, destinatário
da dita capitania preferindo permanecer na corte portuguesa, enviou em seu
lugar de tenente, o espanhol Francisco Romero quem, no dia 29 de junho de
1535, desembarcou na Ilha de Tinharé e batiza a sua colina com o nome
de Morro de São Paulo, fundando ali uma Vila-povoado de alta categoria,
mas que não chegava a categoria de cidade.
Ali se estabeleceram 30 "cristãos", que se dedicaram ao cultivo
de algodão e muito provavelmente a exploração do pau-brasil.
Está vila é uma das mais antigas populações fundadas
no Brasil e a 1ª da Capitania de Ilhéus.
Não satisfeito com isso, Frncisco Romero seguio rumo ao sul, estabelecendo-se
na desembocadura do Rio Ilhéus, onde foi fundado um povoado sob o nome
de Vila de São Jorge dos Ilhéus, no alto do Morro de São
Sebastião. As casas desta vila eram de madeira, con tetos de folhas
de coqueiro, abundantes na costa, também possuia um Forte para se defender
de ataques indígenas e uma capela dedicada a São Jorge. Este
povoado serviu de base para o estabelecimento da sede da Capitania e se bem
Romero não tivesse intensões de permanecer nela, iniciou o trabalho
de colonizações dessas terras criando plantações.
Ilhéus tinha todas as condições para se desenvolver.
Romero era um excelente administrador e auxiliou a instalação
de colonos mediante a doação de terras abandonadas, mas esses
colonos deviam ser figuras destacadas do reino que se comprometeram a cultivar
a terra. Também formou o comércio da capitania. Começam
assim a surgir grandes fazendas de engenho de açucar, que transformam
a Vila de São Jorge na mais próspera e rica do Brasil.
Esses colonos-assentados, ao se tornarem cada vez mais fortes, enfrentaram
a Romero com o objetivo de destitui-lo mas Jorge Figueredo, capitão
maior e verdadeiro donatário da capitania, o manteve como governador
, o que fez, com que ocoresse a imigração de muitas famílias
há Pernanbuco e outras regiões.
Em 1535, uma Missão parte da base desta capitania com a missão
de fundar mais povoados, Cairú, Boipeba e outros. Em Cairú foi
construído um engenho e uma capela , dedicada a Santo Antônio
que, anos mais tarde se transformaria na matriz do Convento Franciscano de
Santo Antônio(1654).
No dia 19 de março de 1544, com o objetivo de povoar de engenhos açucareiros
a região norte da Capitania de Ilhéus, Figueredo Corrêa
doa uma sesmaria de 12 léguas, entre o Rio das Contas e o Rio Camamu
a Mem de Sá, futuro governador geral do Brasil e a Francisco Bitencur.
Essa sesmaria incluia grande parte da Ilha de Boipeba e foi posteriormente
doada aos jesuítas, os quais fundaram na desembocadura do Rio Camamu
uma aldeia de aborígenes Tupiniquins. Em 1561, o povoado é transferido
mais ao sul, adotando o nome de Passagem de Macamamu.
O desemvolvimento econômico da região, fundamentalmente baseado
na indústria açucareira, atraindo a atenção dos
franceses, que tinham a intensão de apoderar-se da região, começam
as diversas ofensivas contra un litoral muito mal protegido.Frente a essa
situação, o rei João III, nomeia governador geral, Tomé
de Souza, que chega ao Brasil em janeiro de 1549, para desempenhar o cargo
por 3 anos. Segundo a opinião de alguns autores, Tavares entre outros,
a criação desta instituição de Governo Geral não
tinha como objetivo substituir as capitanias hereditárias, mas sim
centralizar o governo mediante a criação de um centro político-administrativo,
militar, judicial e fiscal. Até aonde se sabe, trazia com ele os títulos
de Governador das Capitanias e Terras da Bahia e Governador das capitanias
e Terras do Brasil.
Cumprindo estritas ordens do governo central, o Governador Geral devia promover
um sistema de defesa no litoral, o qual conduz a fundação da
cidade de São Paulo em 1554; cobrar o dízimo devido ao rei por
toda as Capitanias; fiscalizar os deveres dos donatários e dos colonos
para com o rei, julgar delitos civis e penais; combater os aborígenes(
seja mediante sistema de aliança com alguma tribo contra a outra ou
promovendo conflitos entre elas); promover a busca de riquezas minerais e
desemvolver a industria naval e a caracterização.
Junto com de Souza, chegaram ao Novo continente umas 100 pessoas, entre os
colonos e funcionários menores enviados pela Coroa, como também
os primeiros membros da Compania de Jesus, que tinha como responsável
o Padre Manuel da Nobrega.
Foi durante o 1º governo geral que se fundou a cidade de Salvador e se
criou Apostolado de Salvador, cujo o primeiro titular foi o Bispo Pero Fernandes
Sardina. Também se introduziu a produção de gado, trazidos
de Cabo Verde em 1551. É assim que a pecuária se une a exploração
de algodão e a cana de açucar nas primeiras unidades de produção
outorgadas por de Souza aos colonos.
Em junho de 1553, chega ao Brasil, Duarte da Costa, segundo Governador Geral,
com quem também veio mais jesuitas. Seu governo se caracterizou pelas
constantes tensões entre os membros do governo, jesuitas e colonos.
Durante seu segundo mandato se realiza a conquista de terra distantes(recôncavo),
ideais por sua composição calcarea para a produção
de cana de açucar. Também se criou uma tropa regular assalariada
para os combates contra os indígenas.
Men de Sá, chegou em 1557 para desempenhar o cargo de Governador Geral,
seu mandato se prolongou por 15 anos, a seu muito pesar, já que dese
Lisboa sempre lhe negaram o regresso a Corte.
Apoiou os jesuitas na tarefa de evnagelização dos aborígenes,
também promoveu o extermínio de vários indios. Na Bahia
se dedicou a construção de igrejas e finalizou as obras da Santa
Casa de Misericórdia, mas a sua obra não se limitou a Bahia.
Em 1555 os franceses haviam estabelecido uma colônia na Bahia de Guanabara
e foi Men de Sá o responsável de sua expulsão em 1560.
Também foi o responsável pela introdução de 336
negros escravos trazidos da Africa; assim mesmo se encarregou de trazer desde
Portugal jovens orfãs para oferece-las em casamento aos colonos, situação
que agradou a Igreja que condenava a união de colonos com índias.
Entre os anos de 1557 a 1571 começaram a chegar os primeiros portugueses
as terras atualmente pertencentes ao município de Valença, naquele
momento vinculado com Cairú. Entre esses primeiros colonos se destacava
Sebastião Pontes, rico senhor dono de engenhos açucareiros nas
emediações de Salvador, e quem foi responsável pelo início
das obras que deram origem ao povoado de Amparo( atual Valença), como
a implantação de um curral para o gado em frente a Ilha de Tinharé
na penísula que hoje é conhecida como Ponta do Curral . Dizem
que foi ai que começou a criação de gado na Bahia. Também
se atribui a Pontes a construção do Engenho de Una e de uma
igreja consagrada a São Gens, que já não existe. Segundo
a história, sua administração acabou bruscamente em 1574,
depois de ter açoitado um vendedor ambulante que o insultara. Em Portugal
um mercador conseguio chegar até o Rei para contar a sua história
com a intensão de prensar Pontes, foi enviado um navio de guerra a
Morro de São Paulo com a desculpa de que devia ser reparado, para não
despertar suspeitas o capitão fez uma visita de cortesia a Pontes e
o convida a conhecer a embarcação. Uma vez dentro dela, Pontes
foi aprisionado e enviado para Lisboa, onde terminou os seus dias na prisão
do Limoeiro. Esta prisão provocou a decadência de Valença
que foi tomada pelos Aimorés.
Em 1563 aconteceu uma epidemia de variola, o que ocasionou na morte e dispersão
dos Tupinambas, isso abriu caminho para os Aimorés que chegavam do
sul.
Com a morte de Men de Sá, o posto de Governador Geral passou de forma
interina para Fernão da Silva, quem se desempenhava como Ouvidor Geral
e Provedor Maior.
O 4º Governador Geral, Luiz Vasconcelos faleceu antes de chegar ao Brasil,
estas circunstâncias levaram o Rei a distribuir a administração
das terras brasileiras, nomeando dois governadores, D. Luiz de Brito e Almeida
assumiu o Governo Geral da Bahia, Ilheús, Pernanbuco e as terras mais
ao norte e D. Antonio Salema o Governo Geral de Porto Seguro, Espírito
Santo, Rio de Janeiro, São Vicente e terras mais ao sul.
Está situação destinada a simplificar a administração
da colonia, não fez mais do que prejudicar a administração,
isso fez com que no dia 12 de abril de 1577, voltasse a ser administrada por
um só Governador Geral, Loureiro da Veiga, o qual reduziu os gastos
e o número de funcionários que haviam aumentado consideravelmente,
na época da divisão.
Em 1580, o Rei Felipe II da Espanha herda a coroa Portuguesa, durante o seu
reinado foi frequente os ataques de holandeses e Ingleses nas costas do Brasil.
Em 1597, os aimorés atacam a região de Tinharé e de Nossa
Senhora do Amparo( fiundada em 1571 pelo jesuitas, atual Valença) a
qual produziu a fuga de sua população e a dispersão para
as ilhas.
Durante o sec. XVII os esforços da colonização se concentram
na Zona que se extende entre Valença e Itacaré onde se localizava
uma sesmaria( abandonada) jesuitas. A início deste século(1610)
a família Saraiva Goes ordena a construção em Morro de
São paulo da Igreja Nossa Senhora da Luz, no alto do Morro, onde atualmente
se encontra o Farol. está região passa a ter como principal
função a de ser produtora de alimentos e materiais de construção
para o abastecimento de Salvador. É também nessa época
que se produz um grande crecimento na aldeia de Boipeba, devido a fuga de
colonos desde o continente, temerosos pelos ataques dos indios aimorés.
Este crecimento populacional conduz a elevação a categoria de
Boipeba, a qual foi nomeada Vila entre os anos de 1608 e 1610. A Aldeia abastecia
produtos tais como açucar, legumes, arroz, feijão, milho, farinha
e sobre tudo madeira para o Colegio de Jesuitas em Salvador.
Para está época, Cairú havia se transformado em uma das
mais importantes Vilas da Colonia, desmenbrando-se de Ilheús, com o
nome de Vila da Nossa Senhora do Rosario de Cairú. Em 1623, os jesuitas
fundam a residência de São Francisco Xavier no alto da Colina
de Galeão, na Ilha de Tinharé.
Uma frota holandesa ingressa a Bahia em 1624 e toma posição
da cidade de Salvador, a qual é recuperada um ano mais tarde, pela
força combinada de espanhois, portugueses e nativos. Os holandeses
começam a realizar então excursões em regiões
como Pernanbuco.
Desde 1627 Peter Van Heyn, comandante holandes envia uma embarcação
até Morro de São paulo, a qual estava comandada por um português
conhecido como "Mãozinha", com o objetivo de saquear a Ilha.
A tradição popular conta que Nossa Senhora da Luz fez com que
os invasores vissem da Costa a Ilha protegida por uma grande esquadra, a qual
espantou os invasores.
Não satisfeito com as expulsões, os holandeses tradicionais
inimigos da Espanha atacaram novamente 1630 e a expedição patrocinada
pela Compania de Indias Ocidentais de Holanda, toma o controle da cidade de
Recife e Olinda em Pernanbuco. Desde ali, se organizavam excursões
e se apoderavam do maior parte do território situado entre as ilhas
de Maranhão e do Rio São Francisco. Esse território passa
a ser administrado pelo Conde Maurício de Nassau, quem faz da exploração
açucareira a principal riqueza da região. Essa exploração
conduz o Brasil a uma era de prosperidade econômica. Em 1637 os holandeses
invadem o povoado de Passagem de Camamu e para evitar novos ataques os senhores
de engenho ordenam que sejam colocadas grandes pedras nos canais de acesso
ao Porto, as quais dificultam ainda hoje a navegação por esses
canais. É interessante destacar que seguiu a velha tradição
lusitana de cidades em 2 níveis, a qual facilitava a defesa contra
invasões estrangeiras pelo mar, como as feitas pelo aborígenes
vindos do interior.
Estas incursões obrigam o Governador Diogo Luis de Oliveira a construir
a Fortaleza de Morro de São Paulo. A construção
da obra levou quase 100 anos para ser concluída e constituiu na estrutura
do Forte Velho ou Forte da Conceição. Em 1652 se oficializa
o funcionamento deste forte instituindo sua primeira guarita fixa em 1664,
essa guarita era resguardada pelos moradores da Ilha. Ao longo do período
colonial, Morro de São Paulo era uma espécie de porto livre.
Suas águas ancoravam grande parte dos navios vindos desde a metrópole
ou desde a África, como também embarcações de
piratas que, antes de entrar na Bahia de Todos os Santos, realizavam ali operações
clandestinas de comercio, contrabandeando artigos que faziam parte das cargas
que transportavam.
Mas em 1644, Nassau se afasta do governo, devido as diferenças com
a política que estava levando adiante a Compania das Indias Ocidentais.
Está situação é aprovada pelos colonizadores portugueses
os quais com o apoio de tropas chegadas da metrópole se revelam contra
o domínio holandês. Após 10 anos de luta, os holandeses
se rendem (1654) e em 1661 assinam o tratado pelo qual renunciaram a suas
pretenções no território brasileiro. A principal consequência
desta expulsão é a perda de importância da indústria
açucareira brasileira, a qual não só deve enfrentar a
competência do açucar de beterraba que se explorava na Europa,
como também a produção de açucar de cana que os
própios holandeses começaram a explorar nas Antilhas.
Quatro anos antes ( 1640) se havia produzido na metrópole uma revolta
contra a soberania espanhola, com a qual Portugal se desliga do governo espanhol
e consequentemente, Brasil retoma sua condição de colonia portuguesa.
No geral, portugueses e espanhois mantiveram relações amistosas
entre o Novo Continente até 1680, ano em que os portugueses enviam
uma expedição que ingressou no estuário do Rio da Plata
e funda, na margem direita do rio, a Colônia do Sacramento. Ambas beiradas
do rio pertenciam a Coroa espanhola e eram o acesso aos rios Paraná
e Uruguay, estratégicos no referente a navegação interior
do continente.
A fundação dessa colonia deu origem a uma série de conflitos
pela posse da região, os quais foram finalizados com a intervensão
inglesa. Surge assim a República Oriental do Uruguai, em 1828, uma
espécie de estado-barreira, que garantia
a Inglaterra o acesso aos rios e com eles, a ampliação de sua
rede de controle económico e de contrabando.
Como se mensionou anteriormente, o século XVI está marcado pela
produção de cana de açucar, principalmente nas zonas
costeiras da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Essa produção
empregava mão de obra escrava, especialmente trazida da Africa e se
baseava em grandes latifúndios cuja a principal figura era o Senhor
do Engenho, proprietário das terras e do Engenho, que transformava
a matéria prima em produto pronto para a comercialização.
A expansão até o sul, foi procedida pela invasão ao interior.
Os jesuítas já haviam começado a invasão evangelista,
no início do sec. XVII, ao longo do Vale do Rio Amazonas e antes do
meado do século, os bandeirantes paulistas haviam chegado ao Rio Paraná.
As excursões bandeirantes tinham como principal objetivo a caça
aos aborígenes com o fim de escravisa-los, o qual implíca a
fervorosa reação dos jesuítas, os quais contaram com
o apoio da coroa. Em quanto isso Tinharé sofria com a exploração
crescente e excessiva de madeiras, o que levou em 1680, a Coroa a tomar atitude
com o objetivo de regularizar a situação. Dada as circunstâncias
gerais, os bandeirantes mudaram de objetivo e se dedicaram a busca por riquezas
minerais. É assim que em 1693 descobrem ricas minas de ouro na região
da atual Minas Gerais. Este descobrimento gerou consequentemente a febre do
ouro, atraio milhares de colonos portugueses. A económia colonial cresceu
aceleradamente e ainda trouxe o descobrimento de minas de diamante em 1721.
No sec. XVIII, Cairú era considerada como o local mas seguro do nordeste
para se morar e começou a albergar muitos Ouvidores e Corregedores
de Ilheús. Só que mais tarde devido aos vários ataques
dos indios Aimorés, entrou em decadência.
Essa febre do ouro obriga o Rei vigente do Brasil, Vasco Fernandes Cesar de
Menezes, a estabelecer um posto de fiscalização em Morro de
São Paulo, instituíndo assim um controle ao acesso das minas
de ouro no interior. Três anos depois, ordena a extensão das
obras do Forte. ordena que seja construído o Forte da Ponta ou Forte
Tapirandú, hoje em ruínas. Também são construídos
os pequenos Fortes, o do Zimbeiro e São Luis, num ponto alto da colina,
dos quais nos dias de hoje somente restam alguns fragmentos.
Em 1739, também respeitando ordens do vice-rei, se iniciam as obras
de construção da muralha que faz parte do conjunto do Forte.
Morro de São Paulo era nesta época a zona de produção
de farinha de mandioca, a qual era enviada a Salvador para abastecer a alimentação
das tropas portuguesas ali assentadas. Em 1746, se iniciam as obras da Fonte
Grande, sob a direção do arquiteto francês, cuja a principal
função era o abastecimento de águas das tropas e população
da Vila. Em 1750 o Forte de Morro de São Paulo contava com a construção
e baterias espalhadas ao longo de seus 700 metros de muralha, como também
com 51 peças de artilharia e uma guarnição de 183 homens
, o que, o transformava em um dos principais pontos de defesa do território.
Em 1750, Espanha e Portugal assinam o Tratado de Madrid, pelo qual confirmam
as reclamações brasileiras de uma ampla área ao oeste
da linha do Tratado de Tordesilhas. Se bem o Tratado de Madrid foi anulado
anos mais tarde, seus preceitos fundamentais foram mantidos pelo tratado de
San Il de Fonso de 1777.
O Marques de Pombal, Primeiro Ministro e Secretário de estado das relações
exteriores de Portugal, realizou diversas reformas na administração
do Brasil durante o governo do Rei José I. Libertou os escravos indigénas,
e a seu poder, estimulou a imigração, reduziu os impostos, diminuio
o monopólio real sobre o comércio exterior colonial, centralizou
o poder governamental e mudou a sede do governo de Salvador para o Rio de
Janeiro em 1763. Devido a sua crescente influência entre os indigénas
e a seu poder económico cada vez maior, Pombal conseguiu expulsar os
jesuitas, o que provocou grandes problemas como exemplo, a crise no sistema
educativo que até o momento estava monopólizado pelo Ordem.
Em 1774, uma forte tempestade abala seriamente a Fortaleza de Morro de São
Paulo. As obras de reconstrução só são iniciadas
em 1797, trazendo grande polêmica na corte sobre a real necessidade
de recuperar o Forte. Nessa época os 2 fortes já eram então
um conjunto de ruínas.
Em 1799, e por iniciativa de Baltazar da Silva Lisboa, Ouvidor da Comarca
de Ilheus, Santo Amaro é elevada a categoria de Vila, com o nome de
Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus, separando-se
assim de Cairú e somente em 1832 alcançaria o status de comarca.
O século XVIII no seu contexto está marcado pelo conflito de
interesses entre a população da Capitania da Bahia e a administração
central da Colônia. Sem dúvidas, Brasil, como o resto das colonias
americanas, se caracterizava por ser essencialmente produtora de matérias
primas, função assinada a todo Novo Mundo pela economia central
dominante nesse século. Alguns desses conflitos só apontavam
a replantar a citação do Brasil na economia do mundo, em quanto
que apontavam a indepêndencia como única maneira de resolver
a situação.
Em 1711, o motin de Maneta ou motim de Dezembro e o Levantamento de Terço
Velho, manifestam a insatisfação da população
pelas condições de abandono em que se encontrava não
só a cidade de Salvador como toda a capitania bahiana em geral. O primeiro
desses movimentos o Motin de Maneta protestou essencialmente contra o elevado
custo dos artigos importados e contra os altíssimos impostos que os
habitantes eram obrigados a pagar para manter a segurança da colonia,
como também as altas regalias que se enviavam a Metrópole.
Entre 1794 e 1798 a Conjuração dos Alfaiates, também
conhecida como Inconfidência Bahiana, marca um ponto importante na história
bahiana. Está se caracterizou por ser uma das manifestações
anticolonialistas do estado e do país em geral. As idéias iluministas
julgaram, este movimento uma posição fundamental: os bahianos
reclamam a fundação da República, a igualdade diante
a lei, sem importar a raça e que a origem do poder venha do povo. Em
um estado onde a maioria era de negros e mulatos, a minoria européia
era a que usufruia o poder em quanto a maioria mulata e pobre era castigada
com a cobrança de impostos.
Em 12 de agosto de 1798, este movimento colocou em pontos estratégicos
da cidade, 11 boletins revolucionários, que reclamavam a igualdade
dos direitos sem distinção de raça, a igualdade entre
a colonia e a metrópole e a abertura do Porto de Salvador ao comércio
mundial, no qual, até então, estava só limitado ao comércio
com Portugal.
Os revolucionários foram denunciados; muitos deles foram enviados a
prisão em quanto outros tantos foram mortos em ações
repressivas.
No dia 28 de janeiro de 1808, pelo Decreto Abertura de Portos do Brasil, se
permitia a todos os portos coloniais, incluindo os da Bahia, o livre comércio
com o qualquer país do mundo. Mesmo assim, essa abertura dos portos
não deve ser considerada exclusivamente como uma vitória do
movimento revolucionário, já que causas de ordem externa também
influenciaram de forma decisiva na dita abertura. Segundo alguns autores,
como Alencar, a abertura dos Portos respondia as exigências inglesas
que desejavam explorar o crescente mercado que as colonias portuguesas proporcionavam.
As guerras Napoleônicas influenciaram decisivamente nesse e outros aspectos.
Em novembro de 1807, um exercício napoleônico é enviado
até Portugal através do território espanhol, situação
pela qual o regente, Príncipe D. João, junto com a maior parte
da corte portuguesa abandonam Lisboa imigrando para as terras coloniais, com
a proteção britânica. A presença da família
real no Brasil, favoreceu de forma fundamental a Bahia com benefício
tais como a criação da Escola Médico Cirúrgica(
atual Faculdade de Medicina da Bahia), a fundação da Compania
de Seguros de Comércio Marítimo e a aprovação
de uma resolução favorável a instalação
de indústria na colônia e a criação de escolas
de nível superior.
O príncipe João estabeleceu no Rio de Janeiro a nova sede do
governo régio, de onde se dedicou a fomentar reformas e melhorias para
o Brasil. Em 1816, João foi coroado com o nome de João VI. Pouco
tempo depois e de forma progressiva, o governo real começa a perder
prestígio devido a seu crescente nível de corrupção.
O sentimento republicano resurge, agora também incentivado pelos movimentos
emancipados das vacinas coloniais espanholas.
Na Europa se havia instalado um movimento liberal constitucionalista que determinou
a Revolução Costitucional de 1820 em Porto e em Lisboa. No ano
seguinte, um movimento conhecido como Pronunciamento de 10 de fevereiro de
1821, marca a adesão da Bahia no movimento liberal. Na Bahia, este
movimento foi liderado por prisioneiros políticos desde a prisão
de Aljube, este movimento evidenciava a vontade dos bahianos de participar
da redação da Contituição que regiria os destinos
de Portugal e suas colonias e que permitia estabelecer direitos para a capitania
bahiana e obrigações para a metrópole.
O governador Conde de Palma, respondendo as pressões da população,
estabelece uma junta Provisória do Governo, com sede na Cámara
Municipal de Salvador. Dita junta, na qual estava representados os principais
setores da sociedade-igreja, comércio, exército e agricultura,
se bem se declarava liberal, não terminava de cortar os laços
de subordinação que a uniam a Portugal, o qual irritava os revolucionários
que desde 1821 lutavam pela Independência. A atitude da junta se evidenciou
quando jurou obediência a coroa portuguesa, a Igreja católica
e a constituição que a corte elaborava. Dessa forma é
que foram escolhidos deputados da Bahia para participar da redação
dessa constituição, a qual regeria para o Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves. Quando ditos deputados chegaram a Portugal, a discussão
referente a constituição estava já avançada, a
qual os colocou em situação de divergência com os portugueses.
Em quanto que os representantes brasileiros(bahianos, pernambucanos e paulistas)
desejavam autonomia para o Brasil, os portugueses lutavam pelo retrocesso
das condições outorgadas, como a liberação do
comércio.
Frente a essa situação, foram criados diversos movimentos a
favor da indepêndencia da Bahia e do Brasil, tanto em Salvador como
nas regiões próximas, esses movimentos foram sistemáticamente
reprimidos pelas forças portuguesas assentadas na capital bahiana.
As câmaras das cidades do interior reclamavam a formação
de um Poder Executivo, exercido por D. Pedro, quem já havia sido plocamado
no Rio de Janeiro como Defensor Perpétuo e Constitucional do Brasil.
A força militar portuguesa impedia as sessões da câmara,
o qual conduziu a ferocidade dos conflitos.
Em 1821, pouco antes de retornar a Portugal D. João nomeia seu filho
Pedro, como Príncipe do Brasil. Dom Pedro é obrigado a viajar
para Europa, mas em 1822, respondendo a suplicas dos nativos anuncia sua negativa
de regressar a corte de Lisboa e convoca a uma Assembléia Legislativa
que se reune em junho, em setembro e diante da negação das Cortes
portuguesas de fazer maiores consessões ao nacionalismo brasileiro,
D. Pedro proclama a independência do Brasil, transformando-se no 1º
Imperador do país.
Em 1823 Lord Thomas Cochrane, junto com suas tropas, estabelece na baia de
Tinharé a base de operações da 1ª esquadra brasileira,
a qual atuaria no ambito das lutas de indepêndencia. Durante este período,
parte dos canhões de reserva da artilharia do Forte de Morro de São
Paulo, seriam transferidos para Salvador.
São numerosos os acontecimentos que precedem ao episódio conhecido
como a Independência da Bahia. Salvador, base dos portugueses, se encontrava
sitiada por tropas bahianas que impediam a entrada dos invasores. O dia 1
de julho, já superados pelo cansaço, os portugueses começam
a abandonar a cidade a bordo de embarcações mercantes e militares,
o qual permite que no dia 2, as tropas bahianas ingressem na cidade, marcando
a Indepêndencia da Bahia. Essa data, 2 de julho de 1823 também
se consolidou a separação política entre Brasil e Portugal,
ao deixar de existir o apoio para os portugueses que, chegados da Europa,
vinham lutar pela monárquia portuguesa.
A partir desse momento, se instalou na Bahia em período de governo
Monárquico Constitucional Unitário e se aceitou a D. Pedro,
quem exerce o cargo de Imperador do Brasil, como Imperador da Bahia. Como
com o episódio da Carta Constitucional Portuguesa, Bahia estava atrasada
no processo de indepêndencia do país.
Com essa indepêndencia da Bahia se torna viável o processo de
consolidação do Império brasileiro.
Diversas atitudes tomadas por D. Pedro, como a trasfêrencia a Rio de
Janeiro do Sargento Major Silva Castro, oficial destacado na luta da indepêndencia
de Bahia, põe de manifesto a intensão de centralizar o governo
no Rio de Janeiro.
Alguns dos estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do
Norte e Ceará se desligam do poder executivo central, criando a Confederação
do Equador, que pretendia separar as ditas províncias das ordens emitidas
desde Rio. Em quanto isso, Bahia se dividia entre as águas: obedecer
irrestritamente o Imperador ou aliar-se as provincias do Nordeste.
O levantamento do terceiro Batalhão colocava em questão o descontentamento
da população bahiana no referente a administração
do Imperador e até chegou a se ver envolvido em uma guerra civil entre
os adeptos e adversários da Monarquia en quanto já circulavam
rumores referentes a instalação de uma República.
Devido a estas circunstâncias. D. Pedro I perde grande parte de seu
previlégio e com ele, muito do apoio popular com o que havia contado
ao assumir o Império. A guerra contra a Argentina pela pocessão
da banda Oriental contribui em grande medida e isso é em 1831, o Imperador
se viu forçado a abdicar a favor de seu filho Pedro II, quem nesse
momento só tinha 5 anos de idade.
A regência governou o Brasil por quase uma década, a qual está
marcada pela agitação política, as revoltas, e os levantamentos
nas provìncias. Em 1840, um movimento que contava com grande apoio
do povo, pressionou o parlamento, o qual decretou a maioridade a Pedro II.
Quatro anos depois, se cosntruiu em Valença uma fábrica de tecidos,
a terceira do estado, em menos de 10 anos de funcionamento se transformou
na maior do país. João Monteiro Carson, responsável pela
contrução dessa fábrica, é também o encarregado
de levar adiante a construção do Farol de Morro de São
Paulo.
Pedro II, se destacou como um dos monarcas mais inteligentes de sua época.
Durante seu reinado, a população e a economia cresceram chegando
a taxas sem precedentes. A produção nacional cresceu mais de
90%; se construiu a rede ferroviária e interveio ativamente na política
externa, apoiando movimentos contários a Juan Manuel de Rosas, governador
de Buenos Aires ( Argentina). Também formou parte da Triple Aliança,
junto com Uruguai e Argentina, na guerra contra o Paraguai, entre 1850 e 1870.
Alguns anos antes(1859) o Imperador visita a cidade de Salvador, onde é
recebido com grande intusiasmo; desde ali foi conduzido a Morro de São
Paulo e a Valença, momento em que se inaugura a 2ª fábrica
textil, em quanto que a fábrica já existente recebe o nome de
Fábrica Imperial. Este mesmo ano, se inaugura uma fábrica de
vidros e várias serrarias, o qual eleva Valença a Cidade Industrial.
É importante destacar que ambas as fábricas de tecido foram
fundadas sobre a base de trabalho livre e assalariado, em uma época
que se valorizava o trabalho escravo. Em 1887, as 2 fábricas de tecido
se unem dando origem a Fábrica Valença Industrial. A partir
de então, se inicia a grande urbanização da cidade, com
a inplantação do sistema de abastecimento de água e a
rede de distribuição de energia elétrica.
No referente a política interna, uma das principais decisões
teve a ver com a abolição da escravidão. O tráfico
de escravos africanos estava proibido desde 1853; nos anos seguintes, se organizou
uma campanha cujo objetivo era a emancipação de 2,5 milhões
de escravos. A primeira vitória foi em 1871 quando se aprovou a legislação
referente a liberdade do ventre.
Por diversas razões, entre elas os prejuízos ocasionados pela
Guerra do Paraguai, o sentimento republicano escalou posições
e o ideal liberal se extendeu por todo o país. Isto determinou que
em 1885 fossem libertados os escravos maiores de 60 anos e em maio de 1888
se decretou liberdade de todos os escravos ainda existentes.
Sem dúvidas, está abolição da escravidão
teve serias consequências, entre elas, a oposição que
os grandes senhores latifundiários começaram exercer contra
o Imperador.
Segundo vários autores, a pesar do federalismo que se caracterizava
e animava a vida da Bahia a final do sec. XIX, um dos maiores problemas do
Brasil em geral, era encontrar um regime político que garantira a união
do país. A pesar dos esforços de D. Pedro II, para manter o
Império a todo custo, as idéias republicanas eram cada vez mais
fortes e a proclamação da república estava cada vez mais
próxima .
Na Bahia se organizaram 3 partidos políticos: 2 de caráter tradicional
- Coservador e Liberal e o Republicano, cuja a representatividade dentro do
estado era escassa.
Em 15 de novembro de 1888, se produz a Proclamação da Republica,
no Rio de Janeiro. A notícia chega a Salvador pela noite mediante telegrama
enviado por Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda do Governo Provisório.
Pelo dito telegrama, também nomeava como Governador da Bahia a Manuel
Vitorino Pereira.
Salvador se treansformou no cenário de manifestações
de desaprovação por parte de políticos e militares bahianos.
A cidade se dividia entre quem aderia a República e os que juravam
obediência ao Imperador. Lideres republicanos conseguem proclamar a
República na Bahia no dia 16 de Novembro. Apesar disso, o estado permaneceu
sem governador até o 18 de novembro, quem foi designado para o posto
foi Virgílio Damasio.
Este renunciou dia 23 de novembro a favor de Manuel Vitorino, tradicionalmente
liberal. Por essa razão surpreendeu quando se uniu aos políticos
do partido Conservador para levar adiante mudanças nos sistemas de
saúde e educação, desagradando a liberais e a republicanos.
Estes últimos promoveram um movimento de conduziu a renuncia de Vitorino
em 23 de abril de 1890. Está renuncia, ao contrário do que esperava
os republicanos, implicou o acesso do grupo conservador com o nomeamento de
Hermes Ernesto de Fonseca como Governador do Estado. Está situação
demostrou que eram os liberais e os conservadores, grandes fazendeiros do
Recôncavo e do Sertão(região semi-arida), quem realmente
detinha o poder político enquanto republicanos eram escassamente representativos
na Bahia, apesar de que um ano antes (1889) o Marechal Deodoro da Fonseca
havia liderado uma revolta militar no Rio de Janeiro, que teve como consequência
a renuncia de D. Pedro II e a Proclamação da República.
Deodoro da Fonseca separou a Igreja do Estado e promoveu outras reformas de
corte republicano, a redação da Cosntituição se
completou em junho de 1890. Similar a constituição norte-americana,
começou a reger os destinos do país em fevereiro de 1891, transformando
o Brasil em uma república federal, oficialmente chamada de Estados
Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca, consequentemente, seu primeiro presidente.
Os primeiros anos da nova república se caracterizou pela turbulência
política. O autoritarismo de Fonseca gerou uma grande oposição
do Congresso que foi dissolvido em novembro pelo presidente, quem, começa
a governar de maneira ditadora. Nesse mesmo mês, acontece uma revolta
liderada pela Marinha, depondo o presidente; e vice-presidente, Floriano peixoto,
assume o cargo.
Os problemas não desaparecem e uma série de revoltas militares
e navais, como levantamento no sul, mostram o descontentamento geral contra
o governo autoritário de Peixoto.
Enquanto na Bahia é eleito Luis Vianna em 1896, como governador do
estado; durante seu mandato se produz a Guerra de Canudos. Este povoado surgio
baixo a guia religiosa do Beato Antonio Conselheiro( Antonio Vicente Mendes
Maciel) e levava um grande número de fiéis, em sua maioria ex-escravos,
índios e toda a classe de excluidos, que encontravam apoio e acolhida
em meio as difíceis condições de vida do semi-arido nordestino.
O povo acampava na região da Serra do Cambaio e do Vale do Rio Vasa-Barris
e sua comunidade se baseava em ideais puramentes religiosos. Porém,
representava ameaça ao Governo Central já que não aceitavam
disposições legais como o casamento civil e o registro dos recén-nascidos,
além disso, sua comunidade havia crescido muito rapidamente o que dificultava
o controle por parte das autoridades republicanas, já que os moradores
só obedeciam as ordens o Beato conselheiro, considerado porta voz de
Deus na Terra. Sabendo dos riscos que implicava não aceitar o regime
central, Belo Monte sempre esteve preparada para enfrentar as ameaças
de invasão e possuia um rústico arsenal.
Várias tentativas das forças armadas fracassaram na sua tentativa
de acabar com a suposta conspiração monárquica instalada
em Canudos, mas foram exterminados gradualmente aos 25.000 habitantes do povoado.
Só a quinta expedição conseguiu, dia 5 de outubro de
1897, exterminar aos poucos os moradores que ainda existiam. Alguns dias antes,
22 de setembro, havia morrido Antonio Conselheiro.
Durante a administração do primeiro presidente civil, Prudente
José Morais de Barros, se restabeleceu a ordem de maneira gradual.
Em 1898 é escolhido presidente Manuel Feraz de Campos Sales, antigo
governador de São Paulo, quem adotou enérgicas medidas para
estabelecer a deteriorada economia nacional. Mediante a contratação
de um empréstimo no exterior, fortaleceu as finanças e expandiu
o comércio e a industria brasileira.
De 1896 a 1912 o desemvolvimento geral da Bahia acompanha o processo do Brasil
em sua totalidade. É a primeira década do sec. XX, as divergências
em questões políticas se fizeram evidentes entre os diferentes
grupos que surgiam, apoiando uma ou outra candidatura para a sucessão
no governo do estado. Estas divergências tiveram como colarinho o bombardeio
de salvador, no dia 10 de janeiro de 1912, durante o mandato de João
Ferreira de Araujo Pinho.
Segundo Tavares, Pinho foi forçado a renunciar e transmitir o mandato
para o sucessor legal, Aurélio Vianna, quem não fora aceitado
pela maioria da Câmara estadual. Em resposta a essa negativa, a Câmara
foi fechada e a capital transladada a Jequie. Os conselheiros requizeram a
Justiça, que amparou a sua postura, apesar de que o governo estadual
não aceitou a decisão de liberar a Câmara. A reação
militar foi imediata e desde os Fortes São Marcelo e Barbalho bombardearam
a cidade. Algumas das balas afetaram a parte interna do Palacio do Governo;
também se viram afetados o Palacio Municipal e o Teatro São
João.

