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HISTÓRIA DO BRASIL

Em 1453 os turcos bloquearam a rota de comércio europeia que levava as Indias, tanto que obrigou as potências navais da época a buscar rotas alternativas. Nesta disputa as 2 potências que iniciaram o caminho são : Espanha e Portugal, seguidas por Inglaterra, França e Holanda.

Os primeiros passos tiveram a ver com a circunavegação do continente africano, tarefa na qual Portugal levou a indiscutível vantagem.

Dênde e quase com absoluta certeza se pode afirmar que ancorou sua frota no porto natural na contra costa de Morro de São Paulo. Esta colina rochosa era conhecida pelos indios tupiniquins pelo nome de Tinhãréa, que quer dizer " O que adianta a água".
O Povoamento da região deve ser marcado dentro do que foi a divisão da região das Capitanias Hereditárias, doações de terra efetuadas pelo Rei a pessoas de sua inteira confiança, dispostas a investir na região.

O atual território do estado da Bahia, foi então dividido em 3 capitanias: Capitania da Bahia entregue a Francisco Pereira Coutinho, com uma extensão de 50 léguas de costa, desde a desembocadura do Rio São Francisco até a ponta da Bahia de Todos os Santos, incluíndo as terras afastadas, a capitania de Ilhéus, doada a Jorge Figueiredo Corrêa, que se extendia desde o estuário do Rio Jaguaripe, até a Baia de Todos os Santos, ao sul da Ilha de Itaparica e se extendia ao sul por umas 50 léguas, até a ribeirinha norte do Rio Jequitinhonha; e a Capitania de Porto de Seguro, que limitava com a Capitania de Ilhéus até o rio Mucuri, cujo a frente foi designada a Pero de Campo Tourinho.

A cada uma das capitanias lhes foi outorgada 10 léguas sobre o mar, o qual assegurava o controle das ilhas a descobrir e 10 léguas até o interior do continente, chegando assim ao limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.
Dessas 3 capitanias, era a de Ilhéus a qual correspondia o controle sobre a Costa do Dênde. Figueredo Corrêa, destinatário da dita capitania preferindo permanecer na corte portuguesa, enviou em seu lugar de tenente, o espanhol Francisco Romero quem, no dia 29 de junho de 1535, desembarcou na Ilha de Tinharé e batiza a sua colina com o nome de Morro de São Paulo, fundando ali uma Vila-povoado de alta categoria, mas que não chegava a categoria de cidade.

Ali se estabeleceram 30 "cristãos", que se dedicaram ao cultivo de algodão e muito provavelmente a exploração do pau-brasil. Está vila é uma das mais antigas populações fundadas no Brasil e a 1ª da Capitania de Ilhéus.

Não satisfeito com isso, Frncisco Romero seguio rumo ao sul, estabelecendo-se na desembocadura do Rio Ilhéus, onde foi fundado um povoado sob o nome de Vila de São Jorge dos Ilhéus, no alto do Morro de São Sebastião. As casas desta vila eram de madeira, con tetos de folhas de coqueiro, abundantes na costa, também possuia um Forte para se defender de ataques indígenas e uma capela dedicada a São Jorge. Este povoado serviu de base para o estabelecimento da sede da Capitania e se bem Romero não tivesse intensões de permanecer nela, iniciou o trabalho de colonizações dessas terras criando plantações.

Ilhéus tinha todas as condições para se desenvolver. Romero era um excelente administrador e auxiliou a instalação de colonos mediante a doação de terras abandonadas, mas esses colonos deviam ser figuras destacadas do reino que se comprometeram a cultivar a terra. Também formou o comércio da capitania. Começam assim a surgir grandes fazendas de engenho de açucar, que transformam a Vila de São Jorge na mais próspera e rica do Brasil.

Esses colonos-assentados, ao se tornarem cada vez mais fortes, enfrentaram a Romero com o objetivo de destitui-lo mas Jorge Figueredo, capitão maior e verdadeiro donatário da capitania, o manteve como governador , o que fez, com que ocoresse a imigração de muitas famílias há Pernanbuco e outras regiões.

Em 1535, uma Missão parte da base desta capitania com a missão de fundar mais povoados, Cairú, Boipeba e outros. Em Cairú foi construído um engenho e uma capela , dedicada a Santo Antônio que, anos mais tarde se transformaria na matriz do Convento Franciscano de Santo Antônio(1654).

No dia 19 de março de 1544, com o objetivo de povoar de engenhos açucareiros a região norte da Capitania de Ilhéus, Figueredo Corrêa doa uma sesmaria de 12 léguas, entre o Rio das Contas e o Rio Camamu a Mem de Sá, futuro governador geral do Brasil e a Francisco Bitencur. Essa sesmaria incluia grande parte da Ilha de Boipeba e foi posteriormente doada aos jesuítas, os quais fundaram na desembocadura do Rio Camamu uma aldeia de aborígenes Tupiniquins. Em 1561, o povoado é transferido mais ao sul, adotando o nome de Passagem de Macamamu.

O desemvolvimento econômico da região, fundamentalmente baseado na indústria açucareira, atraindo a atenção dos franceses, que tinham a intensão de apoderar-se da região, começam as diversas ofensivas contra un litoral muito mal protegido.Frente a essa situação, o rei João III, nomeia governador geral, Tomé de Souza, que chega ao Brasil em janeiro de 1549, para desempenhar o cargo por 3 anos. Segundo a opinião de alguns autores, Tavares entre outros, a criação desta instituição de Governo Geral não tinha como objetivo substituir as capitanias hereditárias, mas sim centralizar o governo mediante a criação de um centro político-administrativo, militar, judicial e fiscal. Até aonde se sabe, trazia com ele os títulos de Governador das Capitanias e Terras da Bahia e Governador das capitanias e Terras do Brasil.
Cumprindo estritas ordens do governo central, o Governador Geral devia promover um sistema de defesa no litoral, o qual conduz a fundação da cidade de São Paulo em 1554; cobrar o dízimo devido ao rei por toda as Capitanias; fiscalizar os deveres dos donatários e dos colonos para com o rei, julgar delitos civis e penais; combater os aborígenes( seja mediante sistema de aliança com alguma tribo contra a outra ou promovendo conflitos entre elas); promover a busca de riquezas minerais e desemvolver a industria naval e a caracterização.

Junto com de Souza, chegaram ao Novo continente umas 100 pessoas, entre os colonos e funcionários menores enviados pela Coroa, como também os primeiros membros da Compania de Jesus, que tinha como responsável o Padre Manuel da Nobrega.
Foi durante o 1º governo geral que se fundou a cidade de Salvador e se criou Apostolado de Salvador, cujo o primeiro titular foi o Bispo Pero Fernandes Sardina. Também se introduziu a produção de gado, trazidos de Cabo Verde em 1551. É assim que a pecuária se une a exploração de algodão e a cana de açucar nas primeiras unidades de produção outorgadas por de Souza aos colonos.

Em junho de 1553, chega ao Brasil, Duarte da Costa, segundo Governador Geral, com quem também veio mais jesuitas. Seu governo se caracterizou pelas constantes tensões entre os membros do governo, jesuitas e colonos. Durante seu segundo mandato se realiza a conquista de terra distantes(recôncavo), ideais por sua composição calcarea para a produção de cana de açucar. Também se criou uma tropa regular assalariada para os combates contra os indígenas.
Men de Sá, chegou em 1557 para desempenhar o cargo de Governador Geral, seu mandato se prolongou por 15 anos, a seu muito pesar, já que dese Lisboa sempre lhe negaram o regresso a Corte.

Apoiou os jesuitas na tarefa de evnagelização dos aborígenes, também promoveu o extermínio de vários indios. Na Bahia se dedicou a construção de igrejas e finalizou as obras da Santa Casa de Misericórdia, mas a sua obra não se limitou a Bahia.
Em 1555 os franceses haviam estabelecido uma colônia na Bahia de Guanabara e foi Men de Sá o responsável de sua expulsão em 1560. Também foi o responsável pela introdução de 336 negros escravos trazidos da Africa; assim mesmo se encarregou de trazer desde Portugal jovens orfãs para oferece-las em casamento aos colonos, situação que agradou a Igreja que condenava a união de colonos com índias. Entre os anos de 1557 a 1571 começaram a chegar os primeiros portugueses as terras atualmente pertencentes ao município de Valença, naquele momento vinculado com Cairú. Entre esses primeiros colonos se destacava Sebastião Pontes, rico senhor dono de engenhos açucareiros nas emediações de Salvador, e quem foi responsável pelo início das obras que deram origem ao povoado de Amparo( atual Valença), como a implantação de um curral para o gado em frente a Ilha de Tinharé na penísula que hoje é conhecida como Ponta do Curral . Dizem que foi ai que começou a criação de gado na Bahia. Também se atribui a Pontes a construção do Engenho de Una e de uma igreja consagrada a São Gens, que já não existe. Segundo a história, sua administração acabou bruscamente em 1574, depois de ter açoitado um vendedor ambulante que o insultara. Em Portugal um mercador conseguio chegar até o Rei para contar a sua história com a intensão de prensar Pontes, foi enviado um navio de guerra a Morro de São Paulo com a desculpa de que devia ser reparado, para não despertar suspeitas o capitão fez uma visita de cortesia a Pontes e o convida a conhecer a embarcação. Uma vez dentro dela, Pontes foi aprisionado e enviado para Lisboa, onde terminou os seus dias na prisão do Limoeiro. Esta prisão provocou a decadência de Valença que foi tomada pelos Aimorés.

Em 1563 aconteceu uma epidemia de variola, o que ocasionou na morte e dispersão dos Tupinambas, isso abriu caminho para os Aimorés que chegavam do sul.

Com a morte de Men de Sá, o posto de Governador Geral passou de forma interina para Fernão da Silva, quem se desempenhava como Ouvidor Geral e Provedor Maior.

O 4º Governador Geral, Luiz Vasconcelos faleceu antes de chegar ao Brasil, estas circunstâncias levaram o Rei a distribuir a administração das terras brasileiras, nomeando dois governadores, D. Luiz de Brito e Almeida assumiu o Governo Geral da Bahia, Ilheús, Pernanbuco e as terras mais ao norte e D. Antonio Salema o Governo Geral de Porto Seguro, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Vicente e terras mais ao sul.

Está situação destinada a simplificar a administração da colonia, não fez mais do que prejudicar a administração, isso fez com que no dia 12 de abril de 1577, voltasse a ser administrada por um só Governador Geral, Loureiro da Veiga, o qual reduziu os gastos e o número de funcionários que haviam aumentado consideravelmente, na época da divisão.
Em 1580, o Rei Felipe II da Espanha herda a coroa Portuguesa, durante o seu reinado foi frequente os ataques de holandeses e Ingleses nas costas do Brasil.

Em 1597, os aimorés atacam a região de Tinharé e de Nossa Senhora do Amparo( fiundada em 1571 pelo jesuitas, atual Valença) a qual produziu a fuga de sua população e a dispersão para as ilhas.
Durante o sec. XVII os esforços da colonização se concentram na Zona que se extende entre Valença e Itacaré onde se localizava uma sesmaria( abandonada) jesuitas. A início deste século(1610) a família Saraiva Goes ordena a construção em Morro de São paulo da Igreja Nossa Senhora da Luz, no alto do Morro, onde atualmente se encontra o Farol. está região passa a ter como principal função a de ser produtora de alimentos e materiais de construção para o abastecimento de Salvador. É também nessa época que se produz um grande crecimento na aldeia de Boipeba, devido a fuga de colonos desde o continente, temerosos pelos ataques dos indios aimorés. Este crecimento populacional conduz a elevação a categoria de Boipeba, a qual foi nomeada Vila entre os anos de 1608 e 1610. A Aldeia abastecia produtos tais como açucar, legumes, arroz, feijão, milho, farinha e sobre tudo madeira para o Colegio de Jesuitas em Salvador.
Para está época, Cairú havia se transformado em uma das mais importantes Vilas da Colonia, desmenbrando-se de Ilheús, com o nome de Vila da Nossa Senhora do Rosario de Cairú. Em 1623, os jesuitas fundam a residência de São Francisco Xavier no alto da Colina de Galeão, na Ilha de Tinharé.

Uma frota holandesa ingressa a Bahia em 1624 e toma posição da cidade de Salvador, a qual é recuperada um ano mais tarde, pela força combinada de espanhois, portugueses e nativos. Os holandeses começam a realizar então excursões em regiões como Pernanbuco.

Desde 1627 Peter Van Heyn, comandante holandes envia uma embarcação até Morro de São paulo, a qual estava comandada por um português conhecido como "Mãozinha", com o objetivo de saquear a Ilha. A tradição popular conta que Nossa Senhora da Luz fez com que os invasores vissem da Costa a Ilha protegida por uma grande esquadra, a qual espantou os invasores.
Não satisfeito com as expulsões, os holandeses tradicionais inimigos da Espanha atacaram novamente 1630 e a expedição patrocinada pela Compania de Indias Ocidentais de Holanda, toma o controle da cidade de Recife e Olinda em Pernanbuco. Desde ali, se organizavam excursões e se apoderavam do maior parte do território situado entre as ilhas de Maranhão e do Rio São Francisco. Esse território passa a ser administrado pelo Conde Maurício de Nassau, quem faz da exploração açucareira a principal riqueza da região. Essa exploração conduz o Brasil a uma era de prosperidade econômica. Em 1637 os holandeses invadem o povoado de Passagem de Camamu e para evitar novos ataques os senhores de engenho ordenam que sejam colocadas grandes pedras nos canais de acesso ao Porto, as quais dificultam ainda hoje a navegação por esses canais. É interessante destacar que seguiu a velha tradição lusitana de cidades em 2 níveis, a qual facilitava a defesa contra invasões estrangeiras pelo mar, como as feitas pelo aborígenes vindos do interior.
Estas incursões obrigam o Governador Diogo Luis de Oliveira a construir a Fortaleza de Morro de São Paulo. A construção da obra levou quase 100 anos para ser concluída e constituiu na estrutura do Forte Velho ou Forte da Conceição. Em 1652 se oficializa o funcionamento deste forte instituindo sua primeira guarita fixa em 1664, essa guarita era resguardada pelos moradores da Ilha. Ao longo do período colonial, Morro de São Paulo era uma espécie de porto livre. Suas águas ancoravam grande parte dos navios vindos desde a metrópole ou desde a África, como também embarcações de piratas que, antes de entrar na Bahia de Todos os Santos, realizavam ali operações clandestinas de comercio, contrabandeando artigos que faziam parte das cargas que transportavam.

Mas em 1644, Nassau se afasta do governo, devido as diferenças com a política que estava levando adiante a Compania das Indias Ocidentais. Está situação é aprovada pelos colonizadores portugueses os quais com o apoio de tropas chegadas da metrópole se revelam contra o domínio holandês. Após 10 anos de luta, os holandeses se rendem (1654) e em 1661 assinam o tratado pelo qual renunciaram a suas pretenções no território brasileiro. A principal consequência desta expulsão é a perda de importância da indústria açucareira brasileira, a qual não só deve enfrentar a competência do açucar de beterraba que se explorava na Europa, como também a produção de açucar de cana que os própios holandeses começaram a explorar nas Antilhas.

Quatro anos antes ( 1640) se havia produzido na metrópole uma revolta contra a soberania espanhola, com a qual Portugal se desliga do governo espanhol e consequentemente, Brasil retoma sua condição de colonia portuguesa.
No geral, portugueses e espanhois mantiveram relações amistosas entre o Novo Continente até 1680, ano em que os portugueses enviam uma expedição que ingressou no estuário do Rio da Plata e funda, na margem direita do rio, a Colônia do Sacramento. Ambas beiradas do rio pertenciam a Coroa espanhola e eram o acesso aos rios Paraná e Uruguay, estratégicos no referente a navegação interior do continente.

A fundação dessa colonia deu origem a uma série de conflitos pela posse da região, os quais foram finalizados com a intervensão inglesa. Surge assim a República Oriental do Uruguai, em 1828, uma espécie de estado-barreira, que garantia
a Inglaterra o acesso aos rios e com eles, a ampliação de sua rede de controle económico e de contrabando.
Como se mensionou anteriormente, o século XVI está marcado pela produção de cana de açucar, principalmente nas zonas costeiras da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Essa produção empregava mão de obra escrava, especialmente trazida da Africa e se baseava em grandes latifúndios cuja a principal figura era o Senhor do Engenho, proprietário das terras e do Engenho, que transformava a matéria prima em produto pronto para a comercialização.
A expansão até o sul, foi procedida pela invasão ao interior. Os jesuítas já haviam começado a invasão evangelista, no início do sec. XVII, ao longo do Vale do Rio Amazonas e antes do meado do século, os bandeirantes paulistas haviam chegado ao Rio Paraná.

As excursões bandeirantes tinham como principal objetivo a caça aos aborígenes com o fim de escravisa-los, o qual implíca a fervorosa reação dos jesuítas, os quais contaram com o apoio da coroa. Em quanto isso Tinharé sofria com a exploração crescente e excessiva de madeiras, o que levou em 1680, a Coroa a tomar atitude com o objetivo de regularizar a situação. Dada as circunstâncias gerais, os bandeirantes mudaram de objetivo e se dedicaram a busca por riquezas minerais. É assim que em 1693 descobrem ricas minas de ouro na região da atual Minas Gerais. Este descobrimento gerou consequentemente a febre do ouro, atraio milhares de colonos portugueses. A económia colonial cresceu aceleradamente e ainda trouxe o descobrimento de minas de diamante em 1721.

No sec. XVIII, Cairú era considerada como o local mas seguro do nordeste para se morar e começou a albergar muitos Ouvidores e Corregedores de Ilheús. Só que mais tarde devido aos vários ataques dos indios Aimorés, entrou em decadência.
Essa febre do ouro obriga o Rei vigente do Brasil, Vasco Fernandes Cesar de Menezes, a estabelecer um posto de fiscalização em Morro de São Paulo, instituíndo assim um controle ao acesso das minas de ouro no interior. Três anos depois, ordena a extensão das obras do Forte. ordena que seja construído o Forte da Ponta ou Forte Tapirandú, hoje em ruínas. Também são construídos os pequenos Fortes, o do Zimbeiro e São Luis, num ponto alto da colina, dos quais nos dias de hoje somente restam alguns fragmentos.

Em 1739, também respeitando ordens do vice-rei, se iniciam as obras de construção da muralha que faz parte do conjunto do Forte. Morro de São Paulo era nesta época a zona de produção de farinha de mandioca, a qual era enviada a Salvador para abastecer a alimentação das tropas portuguesas ali assentadas. Em 1746, se iniciam as obras da Fonte Grande, sob a direção do arquiteto francês, cuja a principal função era o abastecimento de águas das tropas e população da Vila. Em 1750 o Forte de Morro de São Paulo contava com a construção e baterias espalhadas ao longo de seus 700 metros de muralha, como também com 51 peças de artilharia e uma guarnição de 183 homens , o que, o transformava em um dos principais pontos de defesa do território.

Em 1750, Espanha e Portugal assinam o Tratado de Madrid, pelo qual confirmam as reclamações brasileiras de uma ampla área ao oeste da linha do Tratado de Tordesilhas. Se bem o Tratado de Madrid foi anulado anos mais tarde, seus preceitos fundamentais foram mantidos pelo tratado de San Il de Fonso de 1777.
O Marques de Pombal, Primeiro Ministro e Secretário de estado das relações exteriores de Portugal, realizou diversas reformas na administração do Brasil durante o governo do Rei José I. Libertou os escravos indigénas, e a seu poder, estimulou a imigração, reduziu os impostos, diminuio o monopólio real sobre o comércio exterior colonial, centralizou o poder governamental e mudou a sede do governo de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763. Devido a sua crescente influência entre os indigénas e a seu poder económico cada vez maior, Pombal conseguiu expulsar os jesuitas, o que provocou grandes problemas como exemplo, a crise no sistema educativo que até o momento estava monopólizado pelo Ordem.

Em 1774, uma forte tempestade abala seriamente a Fortaleza de Morro de São Paulo. As obras de reconstrução só são iniciadas em 1797, trazendo grande polêmica na corte sobre a real necessidade de recuperar o Forte. Nessa época os 2 fortes já eram então um conjunto de ruínas.

Em 1799, e por iniciativa de Baltazar da Silva Lisboa, Ouvidor da Comarca de Ilheus, Santo Amaro é elevada a categoria de Vila, com o nome de Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus, separando-se assim de Cairú e somente em 1832 alcançaria o status de comarca.

O século XVIII no seu contexto está marcado pelo conflito de interesses entre a população da Capitania da Bahia e a administração central da Colônia. Sem dúvidas, Brasil, como o resto das colonias americanas, se caracterizava por ser essencialmente produtora de matérias primas, função assinada a todo Novo Mundo pela economia central dominante nesse século. Alguns desses conflitos só apontavam a replantar a citação do Brasil na economia do mundo, em quanto que apontavam a indepêndencia como única maneira de resolver a situação.

Em 1711, o motin de Maneta ou motim de Dezembro e o Levantamento de Terço Velho, manifestam a insatisfação da população pelas condições de abandono em que se encontrava não só a cidade de Salvador como toda a capitania bahiana em geral. O primeiro desses movimentos o Motin de Maneta protestou essencialmente contra o elevado custo dos artigos importados e contra os altíssimos impostos que os habitantes eram obrigados a pagar para manter a segurança da colonia, como também as altas regalias que se enviavam a Metrópole.

Entre 1794 e 1798 a Conjuração dos Alfaiates, também conhecida como Inconfidência Bahiana, marca um ponto importante na história bahiana. Está se caracterizou por ser uma das manifestações anticolonialistas do estado e do país em geral. As idéias iluministas julgaram, este movimento uma posição fundamental: os bahianos reclamam a fundação da República, a igualdade diante a lei, sem importar a raça e que a origem do poder venha do povo. Em um estado onde a maioria era de negros e mulatos, a minoria européia era a que usufruia o poder em quanto a maioria mulata e pobre era castigada com a cobrança de impostos.

Em 12 de agosto de 1798, este movimento colocou em pontos estratégicos da cidade, 11 boletins revolucionários, que reclamavam a igualdade dos direitos sem distinção de raça, a igualdade entre a colonia e a metrópole e a abertura do Porto de Salvador ao comércio mundial, no qual, até então, estava só limitado ao comércio com Portugal.
Os revolucionários foram denunciados; muitos deles foram enviados a prisão em quanto outros tantos foram mortos em ações repressivas.

No dia 28 de janeiro de 1808, pelo Decreto Abertura de Portos do Brasil, se permitia a todos os portos coloniais, incluindo os da Bahia, o livre comércio com o qualquer país do mundo. Mesmo assim, essa abertura dos portos não deve ser considerada exclusivamente como uma vitória do movimento revolucionário, já que causas de ordem externa também influenciaram de forma decisiva na dita abertura. Segundo alguns autores, como Alencar, a abertura dos Portos respondia as exigências inglesas que desejavam explorar o crescente mercado que as colonias portuguesas proporcionavam.

As guerras Napoleônicas influenciaram decisivamente nesse e outros aspectos. Em novembro de 1807, um exercício napoleônico é enviado até Portugal através do território espanhol, situação pela qual o regente, Príncipe D. João, junto com a maior parte da corte portuguesa abandonam Lisboa imigrando para as terras coloniais, com a proteção britânica. A presença da família real no Brasil, favoreceu de forma fundamental a Bahia com benefício tais como a criação da Escola Médico Cirúrgica( atual Faculdade de Medicina da Bahia), a fundação da Compania de Seguros de Comércio Marítimo e a aprovação de uma resolução favorável a instalação de indústria na colônia e a criação de escolas de nível superior.

O príncipe João estabeleceu no Rio de Janeiro a nova sede do governo régio, de onde se dedicou a fomentar reformas e melhorias para o Brasil. Em 1816, João foi coroado com o nome de João VI. Pouco tempo depois e de forma progressiva, o governo real começa a perder prestígio devido a seu crescente nível de corrupção. O sentimento republicano resurge, agora também incentivado pelos movimentos emancipados das vacinas coloniais espanholas.

Na Europa se havia instalado um movimento liberal constitucionalista que determinou a Revolução Costitucional de 1820 em Porto e em Lisboa. No ano seguinte, um movimento conhecido como Pronunciamento de 10 de fevereiro de 1821, marca a adesão da Bahia no movimento liberal. Na Bahia, este movimento foi liderado por prisioneiros políticos desde a prisão de Aljube, este movimento evidenciava a vontade dos bahianos de participar da redação da Contituição que regiria os destinos de Portugal e suas colonias e que permitia estabelecer direitos para a capitania bahiana e obrigações para a metrópole.
O governador Conde de Palma, respondendo as pressões da população, estabelece uma junta Provisória do Governo, com sede na Cámara Municipal de Salvador. Dita junta, na qual estava representados os principais setores da sociedade-igreja, comércio, exército e agricultura, se bem se declarava liberal, não terminava de cortar os laços de subordinação que a uniam a Portugal, o qual irritava os revolucionários que desde 1821 lutavam pela Independência. A atitude da junta se evidenciou quando jurou obediência a coroa portuguesa, a Igreja católica e a constituição que a corte elaborava. Dessa forma é que foram escolhidos deputados da Bahia para participar da redação dessa constituição, a qual regeria para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Quando ditos deputados chegaram a Portugal, a discussão referente a constituição estava já avançada, a qual os colocou em situação de divergência com os portugueses. Em quanto que os representantes brasileiros(bahianos, pernambucanos e paulistas) desejavam autonomia para o Brasil, os portugueses lutavam pelo retrocesso das condições outorgadas, como a liberação do comércio.

Frente a essa situação, foram criados diversos movimentos a favor da indepêndencia da Bahia e do Brasil, tanto em Salvador como nas regiões próximas, esses movimentos foram sistemáticamente reprimidos pelas forças portuguesas assentadas na capital bahiana. As câmaras das cidades do interior reclamavam a formação de um Poder Executivo, exercido por D. Pedro, quem já havia sido plocamado no Rio de Janeiro como Defensor Perpétuo e Constitucional do Brasil. A força militar portuguesa impedia as sessões da câmara, o qual conduziu a ferocidade dos conflitos.

Em 1821, pouco antes de retornar a Portugal D. João nomeia seu filho Pedro, como Príncipe do Brasil. Dom Pedro é obrigado a viajar para Europa, mas em 1822, respondendo a suplicas dos nativos anuncia sua negativa de regressar a corte de Lisboa e convoca a uma Assembléia Legislativa que se reune em junho, em setembro e diante da negação das Cortes portuguesas de fazer maiores consessões ao nacionalismo brasileiro, D. Pedro proclama a independência do Brasil, transformando-se no 1º Imperador do país.

Em 1823 Lord Thomas Cochrane, junto com suas tropas, estabelece na baia de Tinharé a base de operações da 1ª esquadra brasileira, a qual atuaria no ambito das lutas de indepêndencia. Durante este período, parte dos canhões de reserva da artilharia do Forte de Morro de São Paulo, seriam transferidos para Salvador.
São numerosos os acontecimentos que precedem ao episódio conhecido como a Independência da Bahia. Salvador, base dos portugueses, se encontrava sitiada por tropas bahianas que impediam a entrada dos invasores. O dia 1 de julho, já superados pelo cansaço, os portugueses começam a abandonar a cidade a bordo de embarcações mercantes e militares, o qual permite que no dia 2, as tropas bahianas ingressem na cidade, marcando a Indepêndencia da Bahia. Essa data, 2 de julho de 1823 também se consolidou a separação política entre Brasil e Portugal, ao deixar de existir o apoio para os portugueses que, chegados da Europa, vinham lutar pela monárquia portuguesa.

A partir desse momento, se instalou na Bahia em período de governo Monárquico Constitucional Unitário e se aceitou a D. Pedro, quem exerce o cargo de Imperador do Brasil, como Imperador da Bahia. Como com o episódio da Carta Constitucional Portuguesa, Bahia estava atrasada no processo de indepêndencia do país.

Com essa indepêndencia da Bahia se torna viável o processo de consolidação do Império brasileiro.
Diversas atitudes tomadas por D. Pedro, como a trasfêrencia a Rio de Janeiro do Sargento Major Silva Castro, oficial destacado na luta da indepêndencia de Bahia, põe de manifesto a intensão de centralizar o governo no Rio de Janeiro.

Alguns dos estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará se desligam do poder executivo central, criando a Confederação do Equador, que pretendia separar as ditas províncias das ordens emitidas desde Rio. Em quanto isso, Bahia se dividia entre as águas: obedecer irrestritamente o Imperador ou aliar-se as provincias do Nordeste.
O levantamento do terceiro Batalhão colocava em questão o descontentamento da população bahiana no referente a administração do Imperador e até chegou a se ver envolvido em uma guerra civil entre os adeptos e adversários da Monarquia en quanto já circulavam rumores referentes a instalação de uma República.

Devido a estas circunstâncias. D. Pedro I perde grande parte de seu previlégio e com ele, muito do apoio popular com o que havia contado ao assumir o Império. A guerra contra a Argentina pela pocessão da banda Oriental contribui em grande medida e isso é em 1831, o Imperador se viu forçado a abdicar a favor de seu filho Pedro II, quem nesse momento só tinha 5 anos de idade.

A regência governou o Brasil por quase uma década, a qual está marcada pela agitação política, as revoltas, e os levantamentos nas provìncias. Em 1840, um movimento que contava com grande apoio do povo, pressionou o parlamento, o qual decretou a maioridade a Pedro II. Quatro anos depois, se cosntruiu em Valença uma fábrica de tecidos, a terceira do estado, em menos de 10 anos de funcionamento se transformou na maior do país. João Monteiro Carson, responsável pela contrução dessa fábrica, é também o encarregado de levar adiante a construção do Farol de Morro de São Paulo.

Pedro II, se destacou como um dos monarcas mais inteligentes de sua época. Durante seu reinado, a população e a economia cresceram chegando a taxas sem precedentes. A produção nacional cresceu mais de 90%; se construiu a rede ferroviária e interveio ativamente na política externa, apoiando movimentos contários a Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires ( Argentina). Também formou parte da Triple Aliança, junto com Uruguai e Argentina, na guerra contra o Paraguai, entre 1850 e 1870. Alguns anos antes(1859) o Imperador visita a cidade de Salvador, onde é recebido com grande intusiasmo; desde ali foi conduzido a Morro de São Paulo e a Valença, momento em que se inaugura a 2ª fábrica textil, em quanto que a fábrica já existente recebe o nome de Fábrica Imperial. Este mesmo ano, se inaugura uma fábrica de vidros e várias serrarias, o qual eleva Valença a Cidade Industrial. É importante destacar que ambas as fábricas de tecido foram fundadas sobre a base de trabalho livre e assalariado, em uma época que se valorizava o trabalho escravo. Em 1887, as 2 fábricas de tecido se unem dando origem a Fábrica Valença Industrial. A partir de então, se inicia a grande urbanização da cidade, com a inplantação do sistema de abastecimento de água e a rede de distribuição de energia elétrica.

No referente a política interna, uma das principais decisões teve a ver com a abolição da escravidão. O tráfico de escravos africanos estava proibido desde 1853; nos anos seguintes, se organizou uma campanha cujo objetivo era a emancipação de 2,5 milhões de escravos. A primeira vitória foi em 1871 quando se aprovou a legislação referente a liberdade do ventre.
Por diversas razões, entre elas os prejuízos ocasionados pela Guerra do Paraguai, o sentimento republicano escalou posições e o ideal liberal se extendeu por todo o país. Isto determinou que em 1885 fossem libertados os escravos maiores de 60 anos e em maio de 1888 se decretou liberdade de todos os escravos ainda existentes.
Sem dúvidas, está abolição da escravidão teve serias consequências, entre elas, a oposição que os grandes senhores latifundiários começaram exercer contra o Imperador.

Segundo vários autores, a pesar do federalismo que se caracterizava e animava a vida da Bahia a final do sec. XIX, um dos maiores problemas do Brasil em geral, era encontrar um regime político que garantira a união do país. A pesar dos esforços de D. Pedro II, para manter o Império a todo custo, as idéias republicanas eram cada vez mais fortes e a proclamação da república estava cada vez mais próxima .

Na Bahia se organizaram 3 partidos políticos: 2 de caráter tradicional - Coservador e Liberal e o Republicano, cuja a representatividade dentro do estado era escassa.

Em 15 de novembro de 1888, se produz a Proclamação da Republica, no Rio de Janeiro. A notícia chega a Salvador pela noite mediante telegrama enviado por Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda do Governo Provisório. Pelo dito telegrama, também nomeava como Governador da Bahia a Manuel Vitorino Pereira.

Salvador se treansformou no cenário de manifestações de desaprovação por parte de políticos e militares bahianos. A cidade se dividia entre quem aderia a República e os que juravam obediência ao Imperador. Lideres republicanos conseguem proclamar a República na Bahia no dia 16 de Novembro. Apesar disso, o estado permaneceu sem governador até o 18 de novembro, quem foi designado para o posto foi Virgílio Damasio.

Este renunciou dia 23 de novembro a favor de Manuel Vitorino, tradicionalmente liberal. Por essa razão surpreendeu quando se uniu aos políticos do partido Conservador para levar adiante mudanças nos sistemas de saúde e educação, desagradando a liberais e a republicanos. Estes últimos promoveram um movimento de conduziu a renuncia de Vitorino em 23 de abril de 1890. Está renuncia, ao contrário do que esperava os republicanos, implicou o acesso do grupo conservador com o nomeamento de Hermes Ernesto de Fonseca como Governador do Estado. Está situação demostrou que eram os liberais e os conservadores, grandes fazendeiros do Recôncavo e do Sertão(região semi-arida), quem realmente detinha o poder político enquanto republicanos eram escassamente representativos na Bahia, apesar de que um ano antes (1889) o Marechal Deodoro da Fonseca havia liderado uma revolta militar no Rio de Janeiro, que teve como consequência a renuncia de D. Pedro II e a Proclamação da República.

Deodoro da Fonseca separou a Igreja do Estado e promoveu outras reformas de corte republicano, a redação da Cosntituição se completou em junho de 1890. Similar a constituição norte-americana, começou a reger os destinos do país em fevereiro de 1891, transformando o Brasil em uma república federal, oficialmente chamada de Estados Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca, consequentemente, seu primeiro presidente.

Os primeiros anos da nova república se caracterizou pela turbulência política. O autoritarismo de Fonseca gerou uma grande oposição do Congresso que foi dissolvido em novembro pelo presidente, quem, começa a governar de maneira ditadora. Nesse mesmo mês, acontece uma revolta liderada pela Marinha, depondo o presidente; e vice-presidente, Floriano peixoto, assume o cargo.

Os problemas não desaparecem e uma série de revoltas militares e navais, como levantamento no sul, mostram o descontentamento geral contra o governo autoritário de Peixoto.

Enquanto na Bahia é eleito Luis Vianna em 1896, como governador do estado; durante seu mandato se produz a Guerra de Canudos. Este povoado surgio baixo a guia religiosa do Beato Antonio Conselheiro( Antonio Vicente Mendes Maciel) e levava um grande número de fiéis, em sua maioria ex-escravos, índios e toda a classe de excluidos, que encontravam apoio e acolhida em meio as difíceis condições de vida do semi-arido nordestino. O povo acampava na região da Serra do Cambaio e do Vale do Rio Vasa-Barris e sua comunidade se baseava em ideais puramentes religiosos. Porém, representava ameaça ao Governo Central já que não aceitavam disposições legais como o casamento civil e o registro dos recén-nascidos, além disso, sua comunidade havia crescido muito rapidamente o que dificultava o controle por parte das autoridades republicanas, já que os moradores só obedeciam as ordens o Beato conselheiro, considerado porta voz de Deus na Terra. Sabendo dos riscos que implicava não aceitar o regime central, Belo Monte sempre esteve preparada para enfrentar as ameaças de invasão e possuia um rústico arsenal.

Várias tentativas das forças armadas fracassaram na sua tentativa de acabar com a suposta conspiração monárquica instalada em Canudos, mas foram exterminados gradualmente aos 25.000 habitantes do povoado. Só a quinta expedição conseguiu, dia 5 de outubro de 1897, exterminar aos poucos os moradores que ainda existiam. Alguns dias antes, 22 de setembro, havia morrido Antonio Conselheiro.

Durante a administração do primeiro presidente civil, Prudente José Morais de Barros, se restabeleceu a ordem de maneira gradual. Em 1898 é escolhido presidente Manuel Feraz de Campos Sales, antigo governador de São Paulo, quem adotou enérgicas medidas para estabelecer a deteriorada economia nacional. Mediante a contratação de um empréstimo no exterior, fortaleceu as finanças e expandiu o comércio e a industria brasileira.

De 1896 a 1912 o desemvolvimento geral da Bahia acompanha o processo do Brasil em sua totalidade. É a primeira década do sec. XX, as divergências em questões políticas se fizeram evidentes entre os diferentes grupos que surgiam, apoiando uma ou outra candidatura para a sucessão no governo do estado. Estas divergências tiveram como colarinho o bombardeio de salvador, no dia 10 de janeiro de 1912, durante o mandato de João Ferreira de Araujo Pinho.

Segundo Tavares, Pinho foi forçado a renunciar e transmitir o mandato para o sucessor legal, Aurélio Vianna, quem não fora aceitado pela maioria da Câmara estadual. Em resposta a essa negativa, a Câmara foi fechada e a capital transladada a Jequie. Os conselheiros requizeram a Justiça, que amparou a sua postura, apesar de que o governo estadual não aceitou a decisão de liberar a Câmara. A reação militar foi imediata e desde os Fortes São Marcelo e Barbalho bombardearam a cidade. Algumas das balas afetaram a parte interna do Palacio do Governo; também se viram afetados o Palacio Municipal e o Teatro São João.

A exploração do café e da borracha, cresce a economia brasileira , mas entre 1906 e 1910 a caida do preço do café no mercado mundial gerou uma aguda crise no país, crise que se agrava, ao final desse período, com a queda de preço da borracha. Estas situações, geraram disturbio sócio-políticos o qual desemboca na eleição, praticamente sem oposição, o Wenceslau Braz Pereira Gomes, em 1914.

Com o início da 1ª guerra mundial, Brasil recupera novamente um importante lugar no comercio do café, borracha e açucar, o qual alivia as dificuldades economicas do país. Brasil havia adotado, frente a contenda mundial, uma política de neutralidade mas os frequentes ataques alemães aos navios brasileiros provocaram a quebra das relações diplomáticas com a Alemanha em agosto de 1917. Em outubro do mesmo ano, Brasil entra em guerra, do lado aliado e se enviaram unidades navais as regiões de conflito. Além de contribuir com as ditas embarcações, Brasil inicia sua contribuição as tropas aliadas com alimentos e matérias primas.

A crise económica de 1922 diminuiu a produção industrial, obrigando o governo a diminuir gastos. Dos anos mais tarde, em julho de 1924 se produz a chamada Revolução de 1924, cujos principais protagonistas foram a classe média paulista juntamente com jovens tenentes. A maior parte do exército se manteve fiel ao presidente Artur da Silva Bernardes, quem havia assumido a presidência em 1922; após 6 meses de conflitos, a revolução foi derrotada e Bernardes decretou a Lei Marcial, a qual foi mantida até o final de seu mandato. Seu sucessor, Washington Luiz Pereira de Souza, afrontou o agravamento da crise económica, a qual provocou numerosas greves, assim como também a maior radicalização da vida política. As greves foram declaradas ilegais pelo governo( agosto de 1927), se adotou fortes medidas em contra do comunismo.

No 3 de outubro de 1930 se inicia no sul do país, uma revolução que se espande a quase todo o país. Esse mesmo dia em Salvador, a população reaje contra os péssimos serviços prestados pela Compania de Linha Circular da Bahia e a Compania Elétrica, ambas pertencentes ao mesmo grupo empresarial de origem canadense. Devido a diversas atitudes da Compania Circular, a população atacou e incêndio dos ônibus da empresa que se encontrava nas ruas. Também foram atacadas as instalações da empresa de aviação francesa Condor e a de General Electric, que funcionavam no setor superior do Elevador Lacerda, inaugurado em setembro desse mesmo ano, onde foram destruidas maquinas de escrever e diversas documentações.
O protesto contra a eleição dos candidatos Prestes Maia e Vital Soares, quem havia derrotado os candidatos Getulio Vargas/ João Pessoa nas eleições presidenciais se transforma em batalhas de rua. O governo da Bahia, fiel a linha do Governador Vital Soares, agora presidente eleito, devia enfrentar a reação popular.

As tropas se refugiam nos Fortes do Barbalho, Montserrat e São Joaquim já que a invasão a cidade era eminente. Contrariamente ao esperado, a invasão de produziu pelo arsenal da Marina que se localizava frente a Igreja da Conceição da Praia. Em quanto , o candidato derrotado, Getulio Vargas, conseguia o apoio de numerosos lideres políticos e militares e liderou assim uma revolta contra o governo. Depois de 3 semanas de conflitos, Pereira de Souza, presidente saliente é deposto e Vargas assume a presidência. Com o objetivo de minimizar a crise económica, Vargas reduziu a produção de café e comprou o excesso de produção para destrui-lo. Os gastos ocasionados por este programa ocasionou ao governo graves problemas financeiros pelo qual, se suspendeu ao pago da divida externa.
Em 1932, a chamada Revolução Constitucionalista, originada em São paulo, foi diretamente reprimida depois de 3 meses de conflitos.

Para acalmar a agitação geral reinante no país, Vargas convoca a Assembléia Constituinte em 1933, ao ano seguinte é imposta a nova constituição, entre cujo novos artigos se destacam pelo reconhecimento dos direitos do estado, o voto feminino, a segurança social para os trabalhadores e a eleição de futuros presidentes para o Congresso. Consequência dessa última , é a eleição de Vargas, em 17 de julho.

Durante o primeiro ano de mandato constitucional, Vargas teve que enfrentar a dura oposição da ala radical do movimento sindical. Fracassadas em Pernambuco e Rio de Janeiro as revoltas comunistas( novembro de 1935), é decretada a lei marcial e o congresso autoriza Vargas a governar por decreto. Tempos estes, o governo ordenou a perseguição e prisão dos radicais, o qual gerou um grande descontento geral, que alcançou grandes dimensões, em quanto uma organização de extrema direita, Ação Integralista Brasileira, somava cada vez mais adeptos entre a classe média brasileira. Em novembro de 1937, dias antes da eleição presidencial, Vargas dissolveu o Congresso e proclama uma nova constituição pela qual se outorga poderes absolutos e ditatóriais. Assim re-organiza o governo sobre os modelos totalitários alemão e italiano, abolindo os partidos políticos e impondo a censura da imprensa e dos correios.

Assim que criou o dominado Estado Novo, se convoca o plebíscito para aprovar a nova lei orgânica. Por sussecivos decretos, amplo os direitos sociais dos trabalhadores, conseguindo o apoio de uma parte considerável da população. O único desafio sério que surge, seria enfrentar devidamente os integralistas, quem, em 1938, organizaram uma revolta, a qual foi sufocada poucas horas depois surgida.

Apesar do caráter totalitário de seu regime, Vargas manteve relacionadas cordiais com Estados Unidos e outras democrácias, em quanto que sua postura frente a Terceira Reich era ambígua. Dita ambiguidade foi super solta, quando em 1942, submarinos alemães atacaram navios mercantes de bandeira brasileira nas redondezas da costa de Valença. Os passageiros das embarcações foram resgatados e os que se encontravam feridos foram transladados para o hospital que se improvisou no predio de Sindicato dos Trabalhadores da Industria de linha e Fabricação Artesanal de Tecidos. Vargas toma o partido pelos aliados e começa sua participação na Segunda Guerra Mundial.

Está aliança proporciona uma série de benefícios: a borracha , como outras matérias primas essenciais na guerra, favorecem o regresso do Brasil a uma área de progresso económico. As bases aéreas e navais, construidas em pontos estratégicos da costa, se transformam em importantes centros aliados na guerra submarina, em quanto que a armada brasileira assume o controle do Atlantico Sul. Entre 1944 e 1945 a denominada Força Expedicionária Brasileira, participa em ações no território italiano.

Em quanto isso, na ordem interna, crescia o descontentamento contra a ditadura de Vargas.
Em 1945, um grupo de propriétarios de jornal, pressionou o presidente para suprimir a censura na imprensa. O dia 28 de fevereiro, o governo convoca as eleições para o ano seguinte e em forma gradual, eliminam todas as restrições a atividade política e em abril se outorga a anistia a todos os presos políticos, inclusive os comunistas.
Apesar da convocação as eleições, cresceu o temor de que Vargas pretendia ficar no Governo indefinidamente. Em outubro de 1945, um golpe militar obriga Vargas a renunciar e nomeia a José Linhares, então presidente do Supremo Tribunal Federal, como presidente provisório.

Em dezembro se realiza as eleições que consagram o ex- Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, como novo presidente. O Congresso, novamente eleito, redatou uma nova constituição que foi aprovada em setembro de 1946.
Em 1947, a cidade de Petrópolis foi sede da Conferência Panamericana para o Mercado de Mantimento da Paz e Segurança fruto desta Conferência é o Tratado Interamericano de Assintência Reciproca, assinado pelo por Brasil no mês de setembro. O tratado estabelecia a defesa recíproca dos paises assinados contra qualquer agressão armada direta a qualquer país do membro.

Já em 1947 em plena Guerra fria, uma revista russa publica um artigo no qual o presidente Dutra é mostrado como uma marionete do governo norte-americano, o qual determina o fim das relações diplomáticas entre Brasil e URRS. Poucos meses depois, o Legislátivo decide revogar os mandatos de todos os comunistas do Parlamento: um senador e quatorze deputados foram afastados de seus cargos.

Em 1950 se convoca novamente a eleição. Getúlio Vargas derrota fulminantemente os candidatos rivais e assume a presidência em Janeiro de 1951. O novo presidente formou um gabinete de união com representantes de todos os partidos maioritários. Tomaram medidas imediatas para equilibrar o salário nacional e se desenvolveu um programa para reduzir o custo de vida, aumentar os salários e ampliar as reformas sociais. Apesar disso, a inflação e o alto custo de vida continuavam dominado a cena. por outro lado aumentavam costantemente as atividades clandestinas dos comunistas e do nacionalismo, que terminam com a campanha do Nosso Petróleo, o que obrigou o governo a nacionalizar o dito produto em setembro de 1952. Em sinteses, esse programa de baixa ajuda do governo, despertou sérias críticas contrárias a Vargas.

Em agosto de 1954, durante as eleições parlamentarias o Major Ruben Vaz, quem exercia a custodia do jornalista Carlos Lacerda, foi assassinado em um confuso epísodio que passou a história como Atentado dos Toneleiros. O incidente afeto em cheio o Palacio do Catete, sede do Governo: Comandos militares obrigaram Vargas a renunciar. Nas primeiras horas da madrugada de 24 de agosto, Vargas entregou o poder ao vice-presidente João Café Filho e poucas horas depois, se suicidou.
Juscelino Kubitscheck conseguio o apoio dos seguidores de Vargas como assim também o dos comunistas e com estes o apoio conseguiu impor-se nas eleições de 1955. Desde a presidência, Juscelino anunciou um ambicioso plano económico de desemvolvimento.

Apartir desse momento, o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos assumiu o controle da divida externa brasileira, que superava os 150 milhões de dólares.
Em quanto isso eram aprovados os planos para a construção da nova capital em Brasília.
Na Bahia, a economia estadual não permitia a evolução para a industrialização, mas em 1949 a situação muda quando a empresa Petrobrás começa a exploração de petróleo no interior da Bahia e instala a Refinaria Landulfo Alves em Matarife.
Pouco depois, com a criação da SUDENE junto com a forte política de incentivos fiscais, co-ajudam o fortalecimento da industrialização do nordeste brasileiro. O desemvolvimento industrial começa a diminuir devido a queda dos preços do café no mercado mundial, em meio da década de 50.

Isto agrava o processo inflacionário o qual a sua vez, conduziu o aumento da crise social, levando a frequentes greves e disturbios por parte de trabalhadores e estudantes.

O novo presidente, Jânio da Silva Quadros, implantou escasso programa económico, entre as medidas adotadas se destaca a redução dos 30% de gastos de todos os ministérios e promoveu a redução do número de empregados públicos.

Um dos principais objetivos era varrer a corrupção, que segundo ele, se havia propagado nos orgãos do governo durante a administração anterior.

Em agosto de 1962, Quadros apresentou sua renuncia, sem dar explicações e só alegou que forças ocultas conspiravam contra seu governo. Forças militares tentaram evitar que o vice-presidente João Belchior Marques Goulart assumi-se a presidência alegando que ele era simpatizante do regime cubano de Fidel Castro. Devido a isso, se estabelece um acordo pelo qual o Legislativo emenda a Constituição introduzindo o Parlamento no país, com o qual de privava a presidência de muitos de seus poderes, o poder executivo é atribuido a um primeiro ministro e a um gabinete, ambos originados do poder legislativo. Nestas condições, Goulart assumiu o governo em setembro de 1961.
Segundo Análise e Dados, até o inicio da década de 1960, o comércio bahiano estava concentrado na exploração. Cana de açucar, algodão, farinha e por último, o cacau, eram os principais produtos desse comércio, para nada preocupado com o consumo interno do estado. Com a industrialização, o comércio se faz dinámico, mas o estado de apatia continua instalado no seio da economia bahiana, as vendas, exploração e empregos já não conseguiam alcançar os níveis da época dourada da exploração.

Um ano mais tarde, Goulart convoca um plebiscito pelo qual o povo se manifestava a favor do sistema presidencialista, o que determinou que o Legislativo tornará a decisão popular em lei. Em 1964, Goulat tentou aprovar no congresso uma série de reformas básicas; com essa legislação se inaugurava uma nova era na legisláção refetente aos direitos dos trabalhadoresç se nacionalizaram as refinárias de petróleo, se desapropiaram as terras improdutivas e se limitaram as exportações. Mesmo assim as medidas não faziam mais que, agravar a inflação crónica do país.

No dia 31 de março , um golpe de estado retirava a Goulart da presidência, obrigando o a fugir para o Uruguai. O Marechal Humberto Castelo Branco, comandante e chefe das forças armadas, assumia a presidência.
O novo regime, dotado de poderes extraordinários, prescreveu os partidos políticos, particurlamente os da esquerda e limitou os direitos políticos de quase 300 pessoas.. Também se adaptaram versões moderadas de várias reformas de Goulart e se combateu a inflação mediante o controle de salários e o aumento de impostos, entre outras medidas. Por lei aprovada em 1965, se suprimiram as liberdades civís, se ampliou o poder do governo e se suspendeu as eleições gerais que estavam convocadas para esse ano.

Em 1966, o ex-minístro da Guerra, Artur da Costa e Silva assume a presidência como candidato da Aliança Renovadora Nacioal ( ARENA); o Movimento Democrático Brasileiro ( MDB), único partido de oposição legal, se desculpou por não apresentar candidato como medida de protesto ao veto governamental aos candidatos com mais oportunidades de conquistar a vitória eleitoral. Em consequência a ARENA também vence nas eleições legislativas, tanto as nacionais como as estaduais. Costa e Silva liderou um governo exclusivamente militar cujo objetivo fundamental era o desemvolvimento económico. O ano de 1968 ficou marcado pelas atividades anti-governamentais, entre as quais se destacavam as revoltas estudantis, de qualquer forma, a economia continuava seu desemvolvimento a passos gigantes. Em dezembro, o presidente decreta o Al-5 destinado a impor serias restrições as atividades políticas. Devido a uma grave doença, Costa e Silva abandona a presidência e quem o sucede é Emilio Garrastazu Médici, quem intensificou a repressão o que produz uma revolta maior dos grupos revolucionários. A economia continuava crescendo e o progresso se expandiu pela larga extensão do país, mas ao mesmo tempo, se agravava a crise energética, a inflação estava totalmente descontrolada e a balança comercial se encontrava em total deficit. Frente a esta situação, a Igreja Católica levantou a sua voz para criticar os fracassos do governo no referente a melhorar as condições de vida das camadas mais pobres da população .

Apartir de 1967, a indústria do turismo começou a se fortalecer na Bahia, para isso foram criados orgãos como BAHIATURSA, CONBAHIA e EMTUR e começaram a ser implantados projetos de valorização dos recursos naturais e de Património Histórico.
Na década de 1970, Morro de São paulo, é re-descoberto pelo turismo hippie e começa gradativamente a ser conhecido pelo turismo nacional e internacional, principalmente pela publicidade informal (boca a boca).

Em 1974, o General Ernesto Geisel, até então presidente da Petrobrás assume a presidência do país. Com ele se inicia o processo de re-democratização do país. Este processo é interrompido pelo chamado Pacote de Abril, que o mesmo decretou em 1977. Geisel foi sucedido na presidência pelo General João Batista de Oliveira Figueiredo, quem até então se havia empenhado como Ministro do Serviço Nacional de Informações. Após 21 anos de governo militar, a democracia retorna ao país em 1985, com a eleição de Tancredo Neves como novo presidente. Poucos dias antes de assumir a presidência, teve que renunciar, isso devido a uma grave doença, assumiu então o vice-presidente José Sarney, quem frente a imensa dívida externa e uma imensa inflação, promoveu um programa de prosperidade que incluia entre outras medidas, uma nova unidade monetária: o cruzado. Uma nova constituição, denominada Cosntituição Cidadã, foi promulgada em 1988. Uma das grandes inovações de dita consituição foi decretada as eleições livres em todos os níveis.

Em Dezembro de 1989, Fernando Collor de Mello, do Partido da Reconstrução Nacional de tendência conservadora, ganha as primeiras eleições livres realizadas no país em quase 30 anos.

Collor de Mello adotou um drástico programa anti-inflacionário, que só contribuiu para piorar a situação de recessão do país. Sua popularidade também se viu fortemente danificada devido as duras acusações de corrupção que se levantaram tanto contra ele, como contra outros membros de seu governo

Em junho de 1992, Brasil foi sede da Conferência das nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desemvolvimento, também conhecida como ECO-92, a qual reuniu mais de 100 líderes mundiais. Em quanto isso, a Câmara de Deputados julgava a condulta do presidente. A Câmara de Deputados aprova em setembro a destituição de Collor, decisão confirmada em dezembro pela Câmara de Senadores, que também suspende os seus direitos políticos por 8 anos. O vice-presidente Itamar Franco, assume a presidência.

A prioridade era restaurar a economia e reduzir a divida externa, pelo qual se põe em prática, o denominado Plano Real em 1994, criado pelo então Ministro da Economia, Fernando Henrique Cardoso.
Em outubro desse ano, Fernando Henrique, candidato do Partido Social Democrático Brasileiro ( PSDB) se enfrenta nas eleições com Luis Inácio Lula da Silva, líder do Partido dos Trabalhadores(PT), a quem derrota no 1º turno das eleições.
Fernando Henrique apresentou uma série de reformas ao Congresso, cujo objetivo era criar um novo Estado brasileiro. Com o objetivo de aprofundar as reformas, Cardoso mobilizou setores que o apoiavam no Congresso para introduzir uma emenda na Constituição que habilitava sua re-eleição. Enquanto isso, as medidas adotadas para minimizar os efeitos da crise asiática na economia do país provocaram uma grande insatisfação na população, especialmente nas grandes cidades, onde o desemprego cresceu significativamente.

As transformações da economia brasileira ao longo da década de 90 se reflete nas oscilações sofridas pela economia da Bahia, Hoje em dia essa economia estadual se sustenta entre os pilares essenciais: turismo, industria de transformação e automóveis. Sendo Morro de São Paulo, o 3º maior pólo turistico desse estado, que apesar de todo o passado de histórias, de derrotas e de glórias, vem crescendo em um ciclo único de urbanização sem deixar de proteger as suas belezas naturais.
Em 12 outubro de 1492, mudaria o panorama ao colocar o continente americano no centro da nova era incorporando-o ao cenário da história mundial. Se bem que é, a Coroa espanhola, a 1ª a ingresar no novo continente, Portugal não demoraria a iniciar suas excursões. Em 1494 os representantes dos reinos assinam o Tratado de Tordesilhas pelo qual se reparte os novos territórios descobertos e os que ainda seriam descobertos. Por esse tratado Portugal ganhou uma franja litorânea que se estendia desde a cidade de Belém na desembocadura do rio Amazonas até a cidade de Laguna em Santa Catarina.

No dia 22 de abril de 1500, o navegante Pedro Alvarez Cabral, desviou de sua viajem as Indias Orientais e chegou a atual Bahia de Cabralia e a cofiscou formalmente pelo Coroa Portuguesa, o território de Terra de Vera Cruz. Um ano mais tarde chega a Bahia de Todos os Santos uma excursão especialmente enviada pela Coroa Portuguesa a qual era liderada por Gaspar de Lemos e da qual era parte o navegante italiano Americo Vespuccio. Esta nova Bahia incorporada aos mapas de navegação por Vespuccio foi de vital importância já que se transformou no local de abastecimento e renovação de água potável, como também, ponto de restauração das embarcações que seguiam viajem até as Indias, pela rota do Cabo da Boa Esperança (Sul da Africa).

O nome de Terra de Vera Cruz foi mudado para Santa Cruz e finalmente por Brasil em referência ao pau-brasil, árvore muito encontrada nesta região e cuja madeira foi uma das primeiras esportações dessa nova terra. Está matéria prima, já conhecida na Europa como corante para a industria téxtil da Itália, França e Londres, se conta como que fosse a 1ª exportação da nova colonia, atraindo a muitos portugueses que se instalam aqui para a produção e comercialização e também muitos franceses que se dedicaram a seu contrabando.
A primeira metade do sec. XVI está marcada pelo processo de conquista, colonização e povoamento do território da Bahia de Todos os Santos, Salvador, Porto Seguro e Ilhéus, desde onde partiram expedições de domínio e controle ao interior, mais especifícamente aos atuais territórios de Minas Gerais, Piauí e Maranhão.

Em 1531, Martin Afonso de Souza, militar e administrador português, comanda uma expedição ordenada por Don Jõao III, O Colonizador, e cujos objetívos essenciais eram: percorrer o litóral desde o Rio Maranhão até o Rio de La Plata; impedir o comércio ilegal do pau-brasil realizado pelos franceses e fundar os novos núcleos lusitanos no Novo Mundo. Martin Afonso de Souza é até onde se sabe, o primeiro europeu a pisar nas Costas das quais hoje são denominadas Costa do
Este bombardeio, além de causar estragos e confusão entre a população, provocou as mais variadas confusões politicas que chegaram a afetar o então presidente Hermes de Fonseca. Poucos dias depois do bombardeio, era escolhido como o governador do Estado J.J. Seabra. Como consequência do bombardeio ao palacio do Governo, uma lampada estalou, dando lugar a um incêndio que destruiu 30 volumes de obras raríssimas e coleções dos período mais antigos do país.
Depois de 4 horas, a bandeira nacional do Palácio do Governo foi substituida por uma bandeira branca, o que deu fim ao bombardeio.